Sinto-me imerso na solidão, nunca experimentei o verdadeiro amor e nunca fui correspondido. Abandonei projetos que poderiam ter transformado o rumo da minha vida. Nietzsche fala de um demônio que faria você reviver sua vida eternamente, sem poder mudar um único ato. Confesso que isso seria um verdadeiro tormento. Minha trajetória teve mais baixos do que altos, e me refugio no meu ego, no meu corpo que aparenta força. Não tenho talento nato; tudo o que conquistei foi fruto de esforço árduo em cada área onde me consideram bom ou até prodigioso. No fim, sou apenas um humano, um grão perdido neste imenso universo, um suspiro fugaz de sanidade.
Mantenho-me firme em minha rotina: continuo tomando banhos gelados, cortei o açúcar, sigo uma dieta limpa e cumpro rigorosamente minhas obrigações na faculdade EAD. Dedico-me com afinco aos treinos e me preparo para começar a estudar para o concurso do Banco do Brasil. Mas, no fundo, me pergunto: para quê? Por que tanto esforço? É por mim? Pelos que já se foram? Por fama, riqueza, glória ou poder? Não sei. Já faz tempo que tudo parece vazio, como a solidão infinita de um deserto.
Engraçado como nunca fui tão social quanto sou atualmente. Hoje participei de uma competição de corrida e conquistei um lugar no pódio. Não querendo me gabar, mas isso já era esperado – tenho treinado muito. Claro, meu foco não é corrida, mas o treino intenso e a retenção seminal estão me transformando em algo além do comum. Mesmo assim, ainda não é suficiente.
Em um momento da prova, minhas pernas começaram a arder, meu corpo desacelerou, e fui perdendo posições: do primeiro lugar para o segundo, do segundo para o terceiro, onde terminei. Preciso encontrar um jeito de me tornar mais forte. Em um mundo tão focado em aparências, quero ser mais que isso – quero ser forte e belo. E vou me esforçar ainda mais.
Já não faço isso por vingança; faço por mim. Quero renascer, como a carpa que nada contra a correnteza e se transforma em dragão. Minha competição principal está chegando, e nela, literalmente, preciso carregar meu time. Não é que eu não confie neles, mas este é o caminho que escolhi seguir.
Evolução constante a cada dia. Realizei um treino de manhã, tomei aquele banho gelado e dormi por horas. Acordei, comi algo e treinei de novo com foco no campeonato. Meu ombro está doendo muito, temo me lesionar, talvez precise diminuir um pouco a intensidade. Somando os treinos, foram basicamente quatro horas no total. Puta que pariu, talvez eu esteja viciado.
Quero muito vencer essa competição. Depois, quero começar a treinar muay thai e estudar para o concurso do Banco do Brasil. Quero sair o mais rápido possível deste lugar. Quero novos ares. Este mundo é vasto, e este vilarejo é pequeno demais para este dragão.
Confesso que foi um inferno tentar dormir hoje. Revirava na cama, meu corpo doía o suficiente para me manter lúcido, e meu órgão genital também não ajudava – talvez pelo longo tempo sem ejacular, numa era tão obscena que parece quase impossível se manter puro. No final, desisti de dormir. Levantei, coloquei a roupa para lavar e limpei minha casa. Quando o sono finalmente veio, já passava das 3 da manhã, e às 6 horas eu precisava levantar para abrir o centro de treinamento, afinal, estava com a chave.
Depois, trabalhei normalmente, mesmo cansado e com dores de cabeça, sem deixar nada me atrapalhar. Em uma das casas que precisei visitar para verificar e orientar sobre a prevenção da dengue, um pitbull escapou pelo portão. Por sorte, ele parecia dócil o suficiente para que eu o pegasse no colo e o colocasse de volta na casa. O pessoal disse que sou louco – talvez eu seja, hahaha. Mas essa foi, sem dúvida, a parte mais legal do dia. Afinal, a cara que ele fez foi impagável – talvez ele nunca tivesse sido pego no colo enquanto adulto.
Obviamente, treinei à noite. Quebrei o recorde de tempo e ainda consegui fazer uma repetição a mais, enquanto meus parceiros de treino estavam todos no chão, exaustos. Talvez o caminho para alcançar a força absoluta seja solitário. Ou talvez nem tanto. Na competição em que fiquei em terceiro lugar, recebi mais palmas e torcida do que o primeiro colocado. Talvez eu tenha amigos e pessoas que realmente gostam de mim. Se eu olhar com atenção, perceberei que não estou tão sozinho.
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Boa noite! Eu sinto muito pela recaida e sei o quanto isso é angustiante e sufocante. Eu enfrento esse vicio há 5 anos, e consumo há mais tempo ainda. Hoje, com 18 anos, namorando, trabalhando, em busca de uma faculdade, querendo me casar, ter a minha família, minha casa, eu aindo insisto em recair, e eu tenho tudo… Deus tem sido bom comigo e misericordioso, mas eu rejeito-o e prefiro o infer o toda vez que recaio nesse vício maldito.
Com todo respeito eu quero assumir a sua contagem aqui nesse fórum, e espero que você retome também! Eu tive uma recaída há um tempo, mas me sinto motivado e eu sei que posso fazer coisas grande, só basta eu querer realmente matar esse vício e viver uma vida épica e com Cristo.
Prazer, mano. Ainda não recai e nem estou perto de recair. Todos estão abismados com minha evolução, tanto física quanto mental. Pessoas me ajudam e me apoiam, e eu trabalho duro. De manhã, corri 2 km com a máscara que inibe a respiração, e depois do trabalho treinei das 18h até as 21h. Meu corpo pede descanso, mas eu preciso de evolução. Vocês não vão ver o fim deste dragão tão cedo!
Esses últimos dias têm sido cansativos. Eu gostaria de aliviar toda a minha tensão, mas não posso. Estou enfrentando problemas financeiros, e a única solução é ganhar mais. Minha família tem sido apenas um peso. De uma forma geral, é melhor me afastar, pois não dá para correr tanto enquanto se arrasta um fardo.
Ué, não era você que ia tomar minha contagem? Vamos, levante-se! Antes de chegar ao nível que estou, eu recaí. Recaí de novo, mais uma vez, e novamente. A vida é assim. Sempre penso: e se eu falhar? E se eu não for bom o suficiente? Quem vai me salvar, se não eu mesmo? Eu sigo sozinho, e isso não vai mudar. Assim que bater os 365 dias, eu sumo deste fórum. Cumpri meu objetivo. Mas fique à vontade para relatar o que quiser.
Meus problemas financeiros vêm do fato de que ainda não recebi meu salário. Já são 37 dias sem pagamento. Mas não posso reclamar tanto. Há exatamente um ano, eu era um peão de obras. Os familiares diziam que estudei tanto para, no final, acabar assim. Eles não estavam errados. Não é um trabalho para se orgulhar. A remuneração não era atrativa. Eu arriscava minha vida nas alturas. Os dias eram exaustivos. Participava do início ao fim da construção de silos. Meu turno era das 19h às 7h do outro dia, inclusive aos sábados.
Mesmo nos dias de chuva, não havia descanso. Eu puxava um carrinho de cimento de um lado para o outro. O carrinho era pesado, os braços doíam. A equipe noturna era menor que a diurna, mas ninguém se importava. Queriam produção, queriam que rendêssemos igualmente, mesmo com menos gente.
Havia um rapaz de 19 anos que gostava de me zoar um dos motivos era porque eu estudava no intervalo do almoço. Mesmo naquele subemprego, eu buscava uma saída. Estudava para uma oportunidade única em minha cidade – algo que só aparece a cada quatro anos. Bastava o ensino médio para ganhar quase 4 mil reais, trabalhando de segunda a sexta, 8 horas por dia. Muitos ali não me entendiam. Talvez ninguém me entenda.
Mas eu já não procuro atalhos. Eu vou subir com minhas próprias mãos. Concluindo a história: passei em primeiro lugar nessa oportunidade. Não faço ideia de onde está aquele garoto de 19 anos, e não me importo. Talvez ele tema que eu o zoe agora, mas não sou vingativo. Estou ocupado demais tentando chegar ao topo.
Eu vejo suas cicatrizes, Selva, e saber que um cara badass como você passou seu tempo em um canteiro de obras me faz respeitar você ainda mais. Você não pegou atalhos nem fez dinheiro sujo com enganações. Foi trabalho duro, mas foi trabalho honesto. E há honra nisso.
Continue arrasando, Selva, seu poder não acaba em 365 dias. Ele só começa.
E aquele garoto que zombou, bem, esses caras só zombam enquanto não percebem com quem estão lidando.
Ele vai perceber da maneira difícil, como o Gojo percebeu quando você o atingiu e ele perguntou: “Já nos conhecemos?” E você respondeu sorrindo: “Não sei, sou péssimo para lembrar os nomes dos caras também.”
Meu corpo inteiro dói. Dores musculares, hematomas, ralados, lesões… É quase como se eu fosse um animal. Eu treino muito. Não é segredo que quero vencer o campeonato, e é para isso que me dedico. Atualmente, estou no meu auge físico, me sinto imparável. Mas ainda não é o suficiente. Preciso ser mais opressivo. Quero ver olhares de dúvida, olhares interrogativos sobre se pertenço à mesma natureza dos humanos.
Ontem joguei futebol. Tive uma performance decente. Fazia um bom tempo que eu não jogava, mas consegui marcar 5 gols em umas 6 ou 7 partidas que jogamos. É engraçado, quase ninguém me passava a bola. Talvez por eu ser muito fominha. Mas a verdade é que dei boas assistências, e meu time ainda foi capaz de perder gols fáceis, o que me irrita, além de não estar conseguindo usufruir de todo o potencial do meu corpo. Mas foi divertido, confesso.
Imagina estar com o corpo exausto e, mesmo assim, treinar, jogar bola em alto nível e, no outro dia, treinar novamente com cargas acima do oficial do campeonato. Não é algo digno de se notar? Mas sei que esse é apenas o começo. Esse foi um bom começo de mês, do tipo que me mostrou o caminho de 2025… Só queria ter lido mais.
Não pretendia escrever hoje, entretanto, as dores não me deixam dormir…
Permaneço firme. Hoje é 16/02, o campeonato para o qual treinei tanto foi ontem, e fiquei em 9º lugar… entre 9 grupos. Kkkkk. Alguns podem achar que estou triste ou algo assim, mas perdedores pensam desse jeito. Eu estou em êxtase.
Esse mundo maldito é realmente incrível. Vivo em uma cidade pequena, onde sou alguém, mas ao explorar novos horizontes, percebi que meu talento é medíocre comparado a outros. É como se eu fosse um peixe grande em um aquário pequeno e, de repente, tivesse sido lançado no mar.
Agora tenho duas opções: tentar crescer nesse mar ou voltar para o meu mundinho no aquário. E eu já sei exatamente para onde quero ir e onde quero chegar. O Savagin de hoje nem se compara ao Savagin de amanhã.
Hoje foi um dia de altos e baixos. Acordei mais cedo para ir ao trabalho, mas o que realmente marcou o dia foi o meu treino. Decidi fazer algo impressionante para um garotinho, mas acabei me lesionando no punho esquerdo. Mesmo cansado e sem treinar há um tempo, me mantive firme e terminei o treino, sentindo que foi um dos mais intensos e incríveis que já fiz.
Além disso, passei um tempo conversando com uma garota, chegamos a sair, mas, como ela mesma disse, nossas ideias não batem. Isso não me afeta. O evento canônico aconteceu na virada do ano. Pode vir o que for, nada vai me abalar.
Agora estou sentado, encostado na parede de um quarto escuro, sentindo meu punho latejar de dor. Seguro um gelo sobre ele enquanto leio O Animal Social, exausto, com dores espalhadas pelo corpo, mas principalmente no ferimento. O que me cerca é apenas escuridão e solidão. Aristóteles disse uma vez que o homem sozinho é um deus ou uma fera. Eu não me sinto um deus…