[28M] Jornada UmAprendiz

Bom, tem muita coisa que eu posso dizer. Primeiro, desejo a todos uma tremenda sorte no que diz respeito ao amadurecimento que todos precisamos ter para superar nossas dificuldades.

E segundo, tentarei ser aqui o menos detalhista possível quanto às minhas próprias dificuldades. Não seria justo eu estar numa situação ruim e querer levar todo mundo para a minha situação.

Pretendo somente mandar uma mensagem de paz e de fortalecimento para o que for conveniente. Não creio que sem méritos a gente possa superar algo que enfraquece e vulgariza a nossa própria atitude perante os outros.

Então, um forte abraço a todos. Quando eu realmente precisar, estarei aqui com toda certeza.

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Tô indo para o terceiro dia. A meditação tem ajudado e uma preocupação moral com as coisas da vida.

O Roger Scruton escreveu um livro excelente chamado “desejo sexual”, em que ele exprime que o ato sexual depende da moral, é como se fosse as regras do jogo, as regras do que a gente poderia chamar de “sanidade sexual”.

Quinta agora foi o meu limite. A coisa era bizarra demais e acabei mudando a minha visão sobre a sexualidade humana.

Enfim, dois dias. Espero continuar até o fim. Não pretendo olhar para trás, e mesmo que tenha que arrancar o pinto fora, não irei mais praticar esse tipo de obcenidade ímpia.

Espero, no entanto, estar com a motivação correta. Espero que dessa vez a minha decisão seja definitiva.

Um abraço à todos.

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Força @UmAprendiz, o processo é muito complicado mas os benefícios são ótimos. Estava procurando um livro para ler ultimamente, acho que vou pesquisar sobre o Roger Scruton e o livro que você citou.

Não olhe pra trás! Imagine que a sua vida é uma ponte em chamas que só te dá a opção de seguir em frente. Continue, resista, vamos juntos lutar essa batalha interna e alcançar nossos objetivos!

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Bom, um dia.

Eu vi um vídeo de um youtuber americano chamado Coach Red Pill. E ele argumenta que certas coisas julgamos para impedir que aquele comportamento se torne aceitável dentro da nossa conduta pessoal. E eu pensei, eu não costumo julgar moralmente o que as pessoas me sugerem, de bom e de ruim. E notei que isso prejudica demais porque eu cheguei num ponto que pequenas coisas já são gatilhos para mim. Fora o extremo cansaço que sinto quando não faço uso. Então julgar, mesmo que só para mim mesmo, tem sido a minha tábua de salvação. Eu estou muito preocupado inclusive com a saúde. Mas creio que ainda dê para reverter, não sinto que seja realmente impossível ter uma atitude enérgica no pensamento, nas palavras e nos atos quanto a esse tipo de coisa.

Sem ofender, mas apenas para me corrigir, primeiramente. Eu só vejo essa alternativa por enquanto. Se um dia conseguir me libertar, ajudar as pessoas a se libertarem também.

Mesmo o budismo ensina que primeiro rejeitamos, depois nos tornamos indiferentes e depois é que criamos compaixão. Enfim, creio que seja o melhor caminho, rejeitar na minha conduta pessoal e não aceitar esse tipo de sugestão, mesmo que seja pela memória ou pensamento.

Forte abraço à todos.

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Eu começo a achar importante julgar as coisas como elas realmente são, e sem desculpas para aquilo que realmente nos faz mal.

Três dias. Alguma vontade, problemas, e criando força para resistir.

O trabalho é simples: todo dia ficar um período do dia sem fazer nada até a vontade passar.

Quando passa, missão cumprida.

É muito simples. Acho que a gente que acaba complicando.

Bem, vou indo. Esperar um pouco e dormir.

Eu comparei certa vez o processo de libertação de um vício ao mito de Prometeu. Todo o dia a águia ia comer o fígado dele, por punição de Zeus. Daí um dia Hércules estava passando numa missão e encontra Prometeu e o liberta.

Existe uma certa analogia no processo. Basta não fazer nada, deixar morrer a vontade, e um dia a libertação vem por si mesma.

É até simples. Nenhum mistério.

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Cinco dias. Tudo em ordem, sob controle e mesma estratégia.

Uma única observação: café para mim é gatilho. Eu realmente não sei explicar o porque mas acabei cortando da minha dieta.

Um abraço e a paz de Deus para todos.

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Opa. Saudações Aprendiz. Só passando pra dizer que tô acompanhando suas mensagens. Amei a sugestão de livro. Tmj força pc.

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Seis dias. E contando.

Percebo que fui passivo demais na minha vida, nos momentos em que necessitava de uma atitude mais enérgica.

E que valorizei demais a minha própria conduta sexual, ao ponto de idolatrar algo que é impermanente na vida humana.

Lembro que quando era mais jovem achava a castidade uma tolice. Hoje vejo que estava completamente enganado.

Forte abraço a todos.

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Bom, uma semana. O problema agora é a solidão. O sentimento de estar só mesmo quando acompanhado.

Creio que se eu não inventar história, passo dessa fase. Afastar esse sentimento da minha mente e ocupar o meu dia. E, mesmo quando não estiver fazendo nada, não pensar bobagem.

Sorte a todos e fiquem com Deus.

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Agora se tornou uma questão de sobrevivência. Se as pessoas só estavam comigo enquanto eu estava mal e quando assumo sinais de melhora se afastam, o problema é delas e não meu. Se essas estão orientadas para alimentar o fracasso alheio, eu é que não irei me escusar de cumprir o meu dever, tanto de homem como filho de Deus.

Se as pessoas só se aproximaram de mim porque viram em mim alguém que pudesse alimentar os seus egos vazios, a questão definitivamente não é minha.

Firme e forte aqui, mesmo que me torne o único homem do universo. Tenho certeza que estou no caminho certo, e se as pessoas não sabem perdoam um erro insignificante, que dirá nas grandes coisas!

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Bom! Oito dias.

Vou começar a comentar somente nos emblemas pra não ficar muito repetitivo.

Mas acho que encontrei a estratégia correta.

Mesmo que eu tenha errado na minha vida, e cometido erros no percurso, não justifica as pessoas quererem me afundar mais ainda nos meus problemas.

Um pouco de altruísmo faria bem.

Eu ia recomendar um vídeo de um pastor (não sou evangélico) mas, considerando bem, acho que só tem pertinência em alguns casos.

Não sei se poderia ajudar.

Comigo, tudo bem, e por enquanto, somente um teste de paciência. A razão às vezes afunda a gente num mar de lama. Segundo o Dante, o “demônio” é um excelente lógico. E não adianta querer vencer um vício somente com base na lógica e na racionalidade. Quanto mais a gente raciocina, mais o raciocínio te dá mais razão para a nossa própria autodestruição.

Descartes quis refutar o seu “demônio” com base em argumentos racionais. Ele conseguiu apenas conceder ao seu “demônio” o dom do solipcismo.

Óbvio que devemos sofrer segundo os nossos erros, mas esse sofrimento vem de Deus, e não de um “razão” que busca fazer justiça a qualquer preço.

Eu sinceramente acho insuficiente a razão para a redenção dos erros de uma pessoa. Acho a experiência muito valida. Como eu já disse, eu sei o que me faz mal, mas eu sei que se tentar argumentar sobre isso, vou acabar buscando subterfúgios. Então, a atenção e a energia está na experiência, e não na razão. A experiência dita as regras, e eu somente emprego a minha energia neste ou naquele sentido, sem negligenciar as minhas obrigações.

Creio que isto seja suficiente. Deus esteja conosco.

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Bom, vou postar o vídeo. Talvez ajude: https://youtu.be/HDfj6d0A4n8

É do Yago Martins.

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Dez dias. Mesmo sistema.

Notando algumas melhoras no que diz respeito aos sinais externos. A solidão tem mitigado. E, fundamentalmente, estou no caminho certo.

Abraço a todos.

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Boa sorte! Vamos escrevendo uma nova história em nossa bibliografia, força!

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Acho que, como eu disse, o segredo da coisa é julgar a pmo da maneira certa e até o ponto de se sentir seguro para não cair em tentação.

Julgar não é condenar, obviamente. É apenas ter um juizo correto sobre o que nos faz bem e o que nos faz mal.

Julgar sem se deixar seduzir pela razão, julgar as nossas paixões como apropriadas para o nosso crescimento pessoal, ou inapropriadas e destrutivas.

E, em certo momento do dia, deixar morrer, não a vontade propriamente dita, mas os nossos sonhos e desejos mais íntimos e profundos sem revolta e sem ressentimento.

Creio que a reabilitação de muita gente começou por aí; mesmo em pessoas que não tem uma moral propriamente religiosa, condenatória.

Enfim, apenas complementando. Desejo boa sorte a todos e que a paz de Deus esteja com todos nós.

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Força na luta! É isso aí vamos alimentando nossa inteligência de modo a usar nossa energia para as coisas que nos fazem crescer. Força e fé!

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Doze dias. Por enquanto, sem muitas dificuldades. Ontem os sinais internos estavam mais fortes, hoje, sinto mais firmeza nas minhas assertivas. Tranquilidade.

Kant me ajudou em muita coisa. Além de ser um homem que passou a vida em castidade, a questão do juízo na filosofia dele é muito importante. A passividade ante à razão é um dos principais problemas que encontrei na minha luta. E, com Kant, esse problema se resolveu de todo.

Não me considero kantiano, mas a filosofia dele, pautada no juízo, me foi de grande utilidade.

Agora, sobrando energia para outras atividades. Conseguindo me dedicar aos estudos com um pouco mais de clareza.

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Quinze dias!

Por enquanto conseguindo afastar as tentações sem muita dificuldade. Acabei transformando essa jornada num desafio. Apesar da força que impele, tenho conseguido criar limitações e contrapesos muito eficientes.

É mais ou menos como a troca equivalente do Full Metal. Estou trocando uma satisfação momentânea por mais liberdade. Mesmo que nunca mais tenha mais nada com ninguém, a satisfação de ter subjugado a mim mesmo, e mais ainda, um vício, é sem precedentes.

Desejando sorte a todos e, pretendia deixar um tempo sem postar mas talvez no momento não seja a melhor ideia.

Grande abraço e fiquem com Deus!

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