1° Reboot Ƭemplário ✠ ㅤ🄴🄽🄲🄴🅁🅁🄰🄳🄾

  • Fim do 1° Capítulo.

Batalha Sangrenta

ㅤA distancia entre a cavalaria inimiga e os novo recrutas, diga-se Turcópolos, diminui rapidamente. Lanças e flechas são disparadas em vossas direções, talvez, recuar, fosse a escolha, mas sensata a se fazer.

ㅤEm meio ao caos: Lancelot, toma uma postura rígida e arremessa aquela alabarda monstruosa. Em um movimento sobre-humano, a sua alabarda rasga o vento e atinge a vanguarda inimiga, aquilo definitivamente fez a formação implacável, cair por terra. Cavalos pulando uns sobre os outros e homens sendo pisoteados. A cavalaria que se desprendeu da formação; estava a 10 metros de distancia. Era o momento perfeito de atacar.

Lancelot, grita:
– Avante turcópolos, provem o seu valor a ordem, honrem o que tem no meio de suas pernas. Deus Vult!!!

ㅤVocês veem, o comandante templário sacando sua espada e avançando até o inimigo. Alguns querem o acompanhar, porém, estão em desvaneio. Não, querem acreditar no que se passou como um humano, pode quebrar uma formação inteira - o quão assustador era imaginar isto. Até, se dar conta do que faziam os templários serem uma força temida e eficaz, não era a quantidade que em seu auge contava com um pouco mais de duzentos homens, sem duvidas o motivo era seus soldados. Alguns considerados até mesmo exércitos de um homem só, como o temível Igris…

Richard, aperta seu machado com força e vai em frente sem olhar para trás, com a moral completamente restabelecida o grupo inteiro agora com dez membros avança.

ㅤNa retaguarda do grupo: Cleibson, um jovem recruta vindo de terras orientais, saca de sua bainha com simbolos estranhos; 武士 - uma espada curva, de um corte só, aparentemente muito afiada.

Dan e Vini a esquerda do centro do grupo, munidos de espadas templárias, os dois jovens sabiam seu papel, estavam dispostos a dar suas vidas por cada irmão ali.

Diego e Savagin no centro, Diego, sempre fora simpático tratando todos como irmão mais novo. Savagin um extremo dele, antipático. Mas, via em Diego um exemplo de guerreiro a ser seguido.

Matheus e Almirante, ele era um navegador antes de entrar na ordem. Já era um guerreiro experiente, por isso o pseudônimo: Almirante. Matheus tinha sangue nobre em suas veias e uma vontade de aço. Dois guerreiros que tomaram a frente juntamente com Richard.

ㅤ Na direita do centro, Naascto e Paulista. Paulista carregava uma grande lança e Naascto um escudo grande juntamente com a maça (uma espécie de porrete pontudo).

ㅤ Ezer Amir conhecido como o ‘‘Dilacerador’’ era o responsável,por aquele ataque aos templários, um infiltrado havia o indicado onde novos recrutas estariam, juntamente com um comandante importante da ordem templária. Amir, convocou os melhores membros da cavalaria do Rei Destronado. Com 60 cavaleiros a sua estratégia era dividir as forças em dois grupos, o primeiro de 40 cavaleiros atacando os turcópolos pela frente em um movimento pinça. O segundo grupo atacaria pela retaguarda. Porém Armir não contava com o que estava por vir.

Os três Cavaleiros Esquecidos.

ㅤComandante, por que temos de fazer reconhecimento aqui no meio do nada - Disse - Rapaz.

Juvenal, puxou ás rédeas de seu cavalo, olhou para ele e disse sorrindo
ㅤ - Você e suas perguntas de sempre novato, não estamos aqui por reconhecimento de terreno, Vilarejos vizinhos tem relatado roubos com frequência, talvez, a seita do Rei Destronado esteja por trás disso…

Lipe, concluiu - São apenas rumores, não assuste o rapaz, Juvenal.

ㅤTalvez coincidências possam realmente existir, aqueles três cavaleiros templários estavam justamente no pior lugar possível. Em 30 minutos iria ocorrer o ataque de Amir, tão logo o segundo grupo, havia de se posicionar para que tudo ocorresse como o planejado. E, eles encontraram um trio de patrulha esquecido. A vezes em que a história é cruel, ali ocorrerá um dos embates mais sanguinários jamais presenciados. Heróis desconhecidos que protegeram as costas de seus irmãos pelo simples acaso. Rapaz foi a linha de frente desta luta, sua morte foi brutal, empalado por 7 lanças, e apenas parou de lutar quando teve seu crânio partido em dois por um machado.

ㅤLipe o único sobrevivente, olhava ao redor e se perguntava. Qual era o verdadeiro motivo da guerra? e então - Disse ao vento - Se existisse apenas dois homens na terra eles ainda lutariam entre sí, essa é a real natureza da guerra…

(Tosses são ouvidas)

ㅤLipe, vê seu melhor amigo e também seu comandante, tossindo sangue. Juvenal ainda estará vivo, talvez não por muito tempo. Mais ainda não havia aceitado a morte, não sem antes se despedir do velho amigo.

ㅤLipe se ajoelha perto dele e segura sua mão esquerda, pois seu braço direito foi decepado, Juvenal impediu um ataque direto a lipe usando seu braço, Lipe era como um filho para ele.

ㅤCom um sorriso e falando com dificuldade e com lagrimas escorrendo, Juvenal diz:
ㅤ- Proteja minha garotinha, por favor, assim como eu… tentei protege-lo filho…

Igris, O Carrasco de Deus

ㅤO grupo dos Turcópolos, está se mantendo firme. Armir, nota que seu segundo grupo já deveria ter chegado a muito tempo no campo de batalha. A areia está encharcada pelo vermelho carmesim tanto do lado dos templários como dos inimigos.

ㅤAmir, olha para aquele lanceiro da ordem, mesmo com as pernas cortadas ele se recusará a aceitar a morte. O homem em estado prostrado á sua frente era Paulista, dizem que quando estamos perto da morte temos lembranças de nossa infância. Porém, Paulista se lembrava apenas da Taberna que frequentará antes disso tudo, da linda garçonete chamada Dalila que o serviu e também da história que aqueles dois homens ao fundo daquela taberna contavam, quase que sussurrando. Falando sobre um guerreiro templário que detinha uma imponência inigualável que nada poderia o atingir se estivesse na batalha.

ㅤPaulista mesmo com as pernas cortadas se põe em joelhos e olha para o lado esquerdo.

ㅤEle vê algo triste, Dan e Vini estavam encarando o inimigo cruel. Dan havia perdido seu braço bom, usando a espada templária com o braço esquerdo ele dava total apoio a companheiro Vini, que estava de joelhos pela perda constante de sangue. Olhando para Vini, não dava para distinguir a cruz vermelha do manto devido a sua perda de sangue. De fato era doloroso ver aqueles dois jovens com um futuro promissor morrendo ali, deram sua vidas aos irmão impedindo que os cavaleiros destronados transpassassem, sua bravura com certeza será eternizada.

ㅤQuando estamos perto da morte tudo parece mais lento…

ㅤPaulista, Olha para onde a poeira está abaixando e vê Cleibson, com aquela espada estranha chamada de Katana, esse era o nome se ele se lembrará bem da arma oriental. Cleibson, foi empalado por lanças e espadas e morreu de joelhos. Sem mudar a expressão que continuou serena ao lado de alguns cavalos e homens, todos mortos.

ㅤNinguém, sabe ao certo como foi a morte do Almirante e do Matheus, mas, uma coisa é certa. Eles enfrentaram a maior parte dos inimigos. Mesmo diante da morte de maneira alguma buscaram a retirada. Ali tombou dezessete.

ㅤQuando Amir, avançou contra Naascto e Paulista, ele mostrou porque detinha o titulo de ‘‘Dilacerador’’ - O escudo e o Naascto foram partidos ao meio como se não fossem nada, a velocidade da eguá de Amir, conhecida como vendaval. Juntamente com a sua Alabarda. Faziam ser um guerreiro imbatível. Na infância seu pai o cobrará muito nos treinamentos e quando seu pai foi morto pelos templários, ascendeu-lhe um desejo de vingança incontrolável. Foi neste ataque que Paulista perdeu suas pernas e sua mente começou a processar tudo o que acontecia naquele conflito.

ㅤSavagin, Diego e Richard. Davam apoio ao Lancelot. Diego, estava inconsciente. E Pelos sacrifícios de Dan, Vini, Almirante e Matheus a quantidade de inimigos era pequena. Pois a estratégia de pinça havia sido um total fiasco - a única coisa que mantinha a moral inimiga era Amir.

ㅤVoltando ao Paulista, que via sua morte se aproximar a cada galopar. Começou a lagrimejar, se engana aqueles que acham que o que o faz chorar é a chegada da morte. Ele sente raiva misturado com a impotência de não poder ajudar aqueles dois jovens

ㅤ- E se existisse algo como o Igris era apenas uma lenda, mas se realmente existir alguém assim - gritou e olhando aos céus implorou; salve-os! Ele reuniu toda a força restante e então empunhou á lança, antes da morte, perto do fim. Como se a ira dos céus fosse desperta: raios e trovões caem na terra. Da penumbra como se atendendo o chamado surge Igris.

ㅤPaulista sente uma mão gelada tocar seu ombro e a voz, rouca e grave. Quase que como se o seu dono estivesse com as cordas vocais atrofiadas, talvez pela ausência de conversas.

ㅤ-Des-can-se…

ㅤForam ás ultimas palavras que Paulista ouvirá, ele sorri e fecha seus olhos para sempre…

ㅤA algum tempo Amir observa que em momento algum havia puxado as rédeas da vendaval, ela havia parado por vontade própria - talvez, aquele fosse o preço de encarar o homem que nunca precisou dar as costas para a guerra. Dois homens avançam contra Igris, porém se aquilo não fosse testemunhado ninguém acreditaria. Com um simples movimento do escudo enorme Igris partiu os homens horizontalmente. Amir, aproveitando a possível brecha lançou sua alabarda possivelmente de maneira mais forte do que outrora Lancelot. E, surpreendentemente aproveitando o giro do corpo Igris não só para a alabarda como a despedaça. Amir revoltado puxa sua espada e chicoteia vendaval, que não reluta mais. Nesta hora os olhos do comandante da cavalaria do rei destronado e o carrasco de Deus se encontram. Amir, abre os olhos está no chão, ele já havia desconhecido este sentimento de derrota… Na sua frente está vendaval com a espada de Igris em sua cabeça. Amir se levanta e vocifera - Maaldditooo! Ele ataca Igris, porem sua espada quebra ao se encontrar com a manopla de Igris, Ele parece defender o ataque quase que naturalmente, e agarrando Amir pelo pescoço, ele o quebra como se fosse algo insignificante.

ㅤCom a morte de seu capitão todos os homens ali restantes do Rei Destronado vão em direção a Igris, e ali ocorre um dos atos mais brutais e desumanos até agora visto. E, mesmo aqueles que se renderam diante a força demonstrada do carrasco não foram polpados.

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Vendo toda aquela impiedade e apertando seus machado fortemente, Richard sussurrou:
ㅤ-Aquilo não era punição divina, era um massacre…

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Nossa irmão @Savagin meus parabéns, que criatividade é essa rapaz, gostei de mais do enredo da história, cara você é fantástico, meus parabéns mesmo, que Deus realmente ilumine seus passos para que você consiga vencer não só esse vício, mais vencer na vida como um todo, você merece meu irmão, “fazer o bem, sem olhar aquém” isso não é tão fácil assim, e você tem feito isso com muita maestria, eu Paulista, só tenho a te agradecer meu amigo, estou caminhando talvez nem por tanta motivação interna assim, mais principalmente pelo que você fez, e continua fazendo por nós aqui no fórum, isso me inspira a caminhar, obrigado meu irmão! Tamô junto!

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@Paulista79

Fico muito feliz que tenha gostado irmão, suas palavras me enchem de determinação. Muito obrigado mesmo.

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Igris é tipo um ser divino? Eu boiei nessa parte.
Mas que história braba em oloco. Fiquei imaginando ao ler a história uma cena extremamente sanguinolenta e eu tipo um viking medieval de machado KKKKKKK. Parabéns pela criatividade e pela dedicação

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ksksksksk Top irmão, fico feliz que tenha gostado.

Igris, O Carrasco de Deus

[ Em Breve ]

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